As diferenças e semelhanças entre Realidade Virtual (VR) e Realidade Aumentada (AR)

São tecnologias que priorizam a experiência sensorial de quem as utiliza. Mal compreendidas e ainda pouco utilizadas, são consideradas tendências tecnológicas para os próximos anos. Você sabe quais são as diferenças e semelhanças entre Realidade Virtual (VR) e Realidade Aumentada (AR)?


No futuro, as duas tecnologias serão cada vez mais similares. Os equipamentos e dispositivos de Realidade Virtual e Realidade Aumentada evoluirão ao ponto onde não será possível distinguir uma da outra. Querer apontar uma distinção entre elas será algo irrelevante.

Porém, hoje elas são duas coisas completamente diferentes. E, na maioria das vezes, são confundidas uma com a outra.  Para quem quer começar a utilizar essas tecnologias com os atuais hardwares e softwares, é importante compreender as diferenças para conseguir extrair o que há de melhor em cada uma delas.

De forma geral, ambas permitem ampliar a nossa experiência sensorial com um conteúdo virtual. Mas, cada uma delas transmite uma experiência diferente. Uma é totalmente imersiva, enquanto a outra não. Cada uma trata a visualização e interação com o conteúdo virtual de formas totalmente diferentes.

O futuro da Realidade Virtual (VR) e Realidade Aumentada (AR)

As semelhanças entre Realidade Virtual e Aumentada

Tanto a Realidade Virtual quanto a Realidade Aumentada são tecnologias que possuem a capacidade de alterar a nossa percepção de mundo (ou parte dele). As duas são ótimas para disponibilizar às pessoas um novo modo de experimentar e interagir com marcas, produtos, conteúdos interativos, treinamentos, entretenimento e muitos outros.

É através da Realidade Virtual e Realidade Aumentada que conseguimos desenvolver e entregar experiências de consumo inovadoras e impactantes.

Na criação de conteúdo

O desenvolvimento do conteúdo virtual é realizado em ferramentas de modelagem e renderização 3D. Esses softwares já estavam disponíveis no mercado antes mesmo de surgirem a Realidade Virtual e a Realidade Aumentada. Quem já desenvolve conteúdos digitais não tem dificuldades em se adaptar aos conteúdos imersivos.

Fotografias, vídeos e outros conteúdos captados a partir de câmeras também podem ser utilizados nas duas tecnologias. O único detalhe é que a Realidade Virtual exige que esses tipos de conteúdos sejam captados em 360°. Já a Realidade Aumentada suporta o uso de imagens e vídeos convencionais.

No desenvolvimento dos softwares e aplicativos

No desenvolvimento dos aplicativos também há semelhanças no quesito plataforma de desenvolvimento. Ambas as tecnologias podem ser desenvolvidas utilizando as 2 (duas) principais plataformas de criação de jogos: Unreal Engine e Unity 3D.

As diferenças entre Realidade Virtual e Aumentada

A Realidade Virtual permite que você seja transportado para dentro de um ambiente totalmente virtual. Já a Realidade Aumentada deixa você onde está, mas traz ao seu alcance conteúdos digitais, objetos virtuais e informações, fazendo com que eles pareçam estar no mesmo ambiente que você.

A Realidade Virtual (VR) coloca você em qualquer lugar. Enquanto a Realidade Aumentada (AR) deixa você onde está e traz qualquer coisa até você.

A Realidade Virtual substitui a visão do mundo real pela visão completa de um ambiente virtual. A Realidade Aumentada adiciona fragmentos de conteúdos digitais ao seu ambiente real: imagens, vídeos, textos, objetos 3D, animações e outros.

As experiências transmitidas por essas tecnologias podem ser obtidas vestindo os óculos de imersão virtual. Ou também de forma um pouco mais mais limitada, olhando através da tela de um smartphone ou tablet.

Exemplos:

  • Na Realidade Virtual, ao vestir os óculos você consegue ser transportado para dentro de uma montanha-russa, independente do local geográfico que você estiver.
  • Na Realidade Aumenta, ao visitar um parque de diversões e apontar a câmera do seu celular para o chão, você vê pegadas na tela lhe guiando até a montanha-russa.

Um pouco mais sobre Realidade Virtual

Quem está acostumado a jogar em computadores, Play Station ou X-Box, conhece o que são os jogos em primeira pessoa. O conceito de “primeira pessoa” significa transferir para o jogador a mesma visão do personagem dentro do jogo. É como se você estivesse participando de tudo aquilo que está acontecendo no jogo, mas do lado de fora do monitor.

A Realidade Virtual faz exatamente isso! Ela transfere para você a visão em primeira pessoa de um ambiente virtual. Mas como você está vestindo os óculos de imersão, você não fica do lado de fora da experiência. Você é levado para dentro do ambiente e passa a ter a sensação de estar realmente lá dentro.

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Tente imaginar essa cena: você está em casa, sentado no sofá, tranquilo e confortável. Você então veste os óculos de realidade virtual e entra em um outro ambiente que não é a sua casa. Esse ambiente virtual pode ser:

  • A sacada de um apartamento de frente para o mar, um imóvel na planta ou um projeto de arquitetura com todos os móveis planejados da sua casa.
  • O alto Cristo Redentor, um voo de asa-delta ou o cockpit de um carro de Fórmula 1.
  • Um museu, um restaurante ou o interior de uma caverna.
  • Uma sala de aula, um consultório médico ou uma cadeira no Maracanã em dia de jogo da Seleção.

A Realidade Virtual nos abre um leque de novas aplicações em potencial. Se fizermos um brainstorm e relacionarmos possíveis soluções corporativas, facilmente enxergaremos a aplicação dessa tecnologia em setores como: mercado imobiliário, arquitetura, design de interiores, fotografia, turismo, educação, saúde, transmissão de shows, transmissão de eventos esportivos, inclusão social, prototipação, teleconferência… Um mundo de ideias.

A Realidade Virtual tangibiliza produtos e serviços de alta complexidade, encurta distâncias, facilita o aprendizado e proporciona entretenimento. E ela faz tudo isso entregando experiências impactantes, de forma como nenhuma outra tecnologia conseguiu fazer até hoje.

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Um pouco mais sobre Realidade Aumentada

A Realidade Aumentada ainda não é tão imersiva quanto a Realidade Virtual. Ela não leva você para dentro de um ambiente virtual. Entretanto, ela traz para o seu mundo real fragmentos de conteúdos virtuais. Em outras palavras, você consegue ver objetos virtuais participando do seu ambiente real como se ambos fossem uma coisa só.

Imagine que você está sentado em uma cadeira giratória, de frente para sua mesa e em cima dela está o seu notebook. Você acessa o notebook, abre o aplicativo de e-mail e inicia o Skype. Depois, abre a página do Google no Chrome, o Facebook no Firefox e a calculadora. Na área de trabalho estão as informações do tempo, as horas e sua localização. Você acessa cada uma dessas telas utilizando as teclas ALT+TAB, certo?

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Agora, imagine todos essas telas e aplicativos dispostos à sua frente, como se estivem flutuando ou projetados na parede. Todo o seu campo de visão passa a ser uma enorme tela e você pode visualizar os aplicativos onde quiser e não apenas na tela do notebook.

Imagine que a tela com o seu e-mail está à esquerda do notebook. O Skype está acima da tela do notebook. A página do Google está à direita do notebook. Se você girar a cadeira em 180°, verá a página do Facebook logo atrás de você. A calculadora está em cima da mesa, ao lado do porta canetas, e as informações sobre o clima e as horas aparecem ao lado do telefone.

Este é apenas um exercício de visualização. É uma forma didática de explicar como a Realidade Aumentada transformará a forma como vemos e interagimos com as informações e conteúdos digitais. Os filmes do Homem do Ferro ilustram a combinação e interatividade entre objetos virtuais e o mundo real (é claro que, para chegarmos a esse nível de projeção e visualização, a tecnologia ainda precisa de alguns anos de evolução).

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Hoje já temos a possibilidade de experimentar uma pequena parte desse tipo de interação. E essa experiência é reproduzida com o auxílio de óculos de Realidade Aumentada. Eles permitem a visualização do ambiente real e reproduzem os objetos virtuais em pequenos displays. Assim são combinados mundo real e conteúdos virtuais.

Os óculos mais conhecidos e utilizados no mercado corporativo são o Hololens e o Google Glass. Mas existe outro que promete elevar essa experiência a um nível jamais visto: o Magic Leap. Ele é o grande divisor de águas da Realidade Aumentada.

Os smartphones e a Realidade Aumentada

O preço dos óculos de realidade aumentada ainda não permite disponibilizar esse tipo de experiência em grande escala. Entretanto, há outra forma mais fácil de acessar e interagir com a Realidade Aumentada: utilizando nossos smartphones e tablets.

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Impactar as pessoas com Realidade Aumentada através de dispositivos mobile é algo muito mais viável. A tecnologia está disponível e temos uma enorme quantidade de usuários potenciais. Grande parte das aplicações em AR desenvolvidas hoje utiliza smartphones e tablets como meio de interação com os usuários.

Ok, mas como essa experiência ocorre?

Já ouviu falar do QR-Code? O QR-Code é um tipo de código de barras que, ao ser lido, realiza uma ação: abre um página web, consulta um cupom fiscal eletrônico, abre um vídeo no Youtube e ainda outras coisas (é um tipo de link de acesso rápido à um determinado conteúdo). Para ler um QR-Code você precisa instalar um aplicativo específico para isso e há vários disponíveis nas lojas da Play Store e App Store.

A Realidade Aumentada possui um processo de leitura e exibição de informações semelhantes ao processo do QR-Code.

Há um elemento chamado Target (alvo) ou Marcador. O Marcador não é um tipo de código de barras, ele é uma imagem (qualquer imagem): uma logomarca, um rótulo, uma embalagem, uma capa de revista, um produto, um cartão de visitas ou uma daquelas “bolachas de chopp” que usamos como apoio de copo. Qualquer imagem!

Quando feita a leitura do Marcador é acionada uma ação que exibe um conteúdo vinculado aquele Marcador (para cada Marcador há um conteúdo). Esse conteúdo pode ser: um objeto 3D, uma animação 3D, uma imagem, um vídeo ou um texto. O conteúdo será exibido na tela do celular, exatamente sobre o Marcador, e enquanto a câmera do celular apontar para o Marcador.

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Para realizar a leitura do Marcador é necessário o uso de um aplicativo. Mas, não há um aplicativo universal para a leitura de Marcadores. Hoje, cada empresa ou marca acaba criando o seu próprio aplicativo de realidade aumentada para apresentar aos clientes as suas experiências.

Durante o desenvolvimento do aplicativo é definida a ligação entre Marcadores e conteúdos: Marcador “A” para o conteúdo “B“, Marcador “X” para o conteúdo “Y” e assim por diante. Geralmente, o conteúdo exibido na leitura do Marcador já está dentro do aplicativo. Quando você baixa o aplicativo da loja, todos os conteúdos já estão incorporados dentro dele.

Por exemplo, se a Coca-Cola e a Pepsi criarem experiências em Realidade Aumentada, cada uma criará o seu aplicativo. Ainda não há no mercado uma plataforma que online que universalize o acesso aos conteúdos de diferentes empresas.

Quando você coloca os recursos de Realidade Aumentada nas mãos do seu cliente, você também está fornecendo à ele uma experiência diferente de contato com a su

A Realidade Virtual é uma poderosa ferramenta que você entrega nas mãos do consumidor. Através dela, o seu cliente pode ter acesso a informações relevantes para que ele tome a decisão da compra. Ou então um conteúdo informativo que irá auxiliar ele depois de adquirir o seu produto ou serviço. Você pode utilizar AR para:

  • Divulgar os seus lançamentos e mostrar toda uma linha de produtos.
  • Apresentar os detalhes técnicos, fichas técnicas e instruções de uso.
  • Detalhar procedimentos de manutenção, métodos de aplicação e processo de instalação.
  • Exibir dados de origem, processo produtivo, ficha nutricional e disponibilidade do produto por ponto de venda.
  • Permitir que o cliente decore sua casa inserindo móveis e eletrodomésticos nos ambientes e conferindo se os produtos cabem exatamente no espaço físico.

Essas são apenas algumas ideias de potenciais aplicações da Realidade Aumentada. Não há como limitar o seu uso. A cada dia novas possibilidades e novas ideias são desenvolvidas e isso mostra o grande potencial dessa tecnologia.

Novidades dessa tecnologia

Os filtros do Instagram e Snapchat fazem sucesso nos “Stories” das duas redes sociais. Alguns desses filtros também são tipos de aplicação de Realidade Virtual. Eles não são muito comuns comercialmente, mas podem impulsionar outros mercados como: beleza (principalmente maquiagem), artigos de luxo como jóias e acessórios como óculos, chapéus, bonés, boinas e afins.

A Google e a Apple também lançaram suas plataformas de Realidade Aumentada: ARCore e ARKit, respectivamente. Essas novas tecnologias estão disponíveis apenas nos celulares de última geração (aqueles que possuem duas câmeras traseiras e conseguem “medir” a profundidade nas fotos). Esses novos recursos permitem o uso da Realidade Aumentada sem a necessidade de ler Marcadores. Não parece muito, mas esse é um grande avanço para a tecnologia.

Recapitulando…

Realidade Virtual. Nos leva para dentro de um ambiente virtual. Nos permite uma imersão completa, transmitindo a sensação realística de presença em um local totalmente diferente do nosso mundo real.

Exemplos reais de empresas que usam Realidade Virtual (VR) no mercado

Realidade Aumentada. Nos permite mesclar o ambiente real com objetos e informações digitais. Ela traz conteúdos do mundo virtual para dentro do mundo real. Visualizamos real e virtual como se fossem uma coisa só.

Exemplos reais de empresas que usam Realidade Aumentada (AR) no mercado

Vou ficando por aqui. Esse conteúdo ficou um pouco mais extenso do que os demais, mas esse assunto merece uma atenção maior. Procurei simplificar ao máximo as definições e acredito que os exemplos citados vão lhe ajudar ainda mais a entender e a escolher por uma ou outra tecnologia, dependendo do seu objetivo.

Ficando alguma dúvida, é só me mandar uma mensagem ou deixar aqui o seu comentário.

Até o próximo conteúdo!

Abraços!


Maicon Klug
contato@imersiovr.com

Sócio-fundador da Imersio
Idealizador do projeto MeuPasseioVirtual
Empreendedor
Investidor (Startups e Mercado Imobiliário)
—–

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